Polícia Federal cumpre mandados em endereços ligados ao PSC em Teresina

Buscas são efetuadas no âmbito da âmbito da Operação “Tris In Idem”, que culminou no afastamento do governador do Rio de Janeiro.

A Polícia Federal cumpre na manhã desta sexta-feira (28/08), em Teresina, mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação “Tris In Idem”, autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça, que ordenou o afastamento de Wilson Witzel do cargo de governador do Rio de Janeiro.

Os mandados estão sendo cumpridos em endereços ligados ao PSC, que tem como presidente estadual o advogado e empresário Valter Alencar. A execução das buscas é acompanhada pela Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Piauí.

Valter chegou a ocupar cargo em comissão de Assessor Especial, símbolo DG, na governadoria do Estado do Rio, e foi exonerado em setembro de 2019.

Presidente do PSC/PI envia nota

Em nota encaminhada por sua assessoria de imprensa, o advogado confirmou as buscas na sede do PSC em Teresina e em um portal de notícias, do qual ele nega qualquer ligação societária.

“Tal operação trata-se de uma ramificação das investigações que estão ocorrendo no Governo do Rio de Janeiro, que é do mesmo partido político. Cabe ressaltar que ocupei um cargo de assessoria no governo de Witzel, no qual estou há mais de um ano afastado, por decisão minha, e por esse motivo a Polícia Federal está cumprindo protocolos no estado do Piauí. Estou tranquilo e colaborando com o trabalho da polícia, que visa combater a corrupção no Brasil, em um momento tão complicado de pandemia. Confio na Justiça e no meu direito de defesa”, diz Valter.

Mandados

Na operação, que é realizada em sete estados, os agentes federais dão cumprimento a 16 mandados de prisão. Um deles contra o presidente nacional do PSC, Pastor Everaldo. A defesa dele declarou que “o pastor sempre esteve à disposição de todas as autoridades e reitera sua confiança na Justiça”.

Sobre a Operação 

Em nota, a Polícia Federal informou que a Operação “Tris In Idem” tem objetivo de desarticular  organização criminosa  voltada ao desvio de recursos públicos, especialmente em contratos firmados para gestão de saúde e para o combate à pandemia da COVID-19. Também foram identificados atos de lavagem de dinheiro por parte da organização.

A ação decorre da Operação Placebo, deflagrada no mês de maio deste ano a partir de elementos colhidos na Operação Favorito, deflagrada pela PF, no mesmo mês, voltada para apurar atos de corrupção na prestação de serviços de implantação de leitos em Hospitais de Campanha e no fornecimento de ventiladores pulmonares e medicamentos. “Com o prosseguimento das investigações, novos elementos de prova foram obtidos, e fundamentaram a representação por novas medidas cautelares junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ)”, diz a PF.

Além do Piauí e Rio de Janeiro, são cumpridos mandados nos estados do Alagoas, Espírito Santo, Minas Gerais, Sergipe, São Paulo e no Distrito Federal.

Também existem ações de cooperação policial internacional com medidas sendo cumpridas no Uruguai. Além disso, foram determinadas, pela Justiça, outras medidas diversas da prisão, tais como suspensão do exercício de função pública, proibição de contatos e de acesso a determinados locais.

Com informações da PF

 

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