Profissionais de saúde da rede estadual do Piauí suspendem greve após decisão do TJ

O presidente do Senatepi, Erick Ricelly, informou que a categoria recorreu à decisão e que, em outro momento, os profissionais irão voltar a realizar as manifestações.

Por Laura Moura, G1 PI

Categorias de profissionais da saúde, como enfermeiros e técnicos de enfermagem, da rede estadual de saúde do Piauí, decidiram suspender a greve deflagrada na última sexta-feira (25), após o Tribunal de Justiça do Estado (TJ-PI) proibir a paralisação dos trabalhadores.

Além da decisão judicial, o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Saúde (Sindespi) e o Sindicato dos Enfermeiros, Auxiliares e Técnicos em Enfermagem (Senatepi) levaram em consideração o decreto de ‘lockdown’ parcial neste fim de semana em Teresina e pela inviabilidade de realização de uma assembleia geral.

Em entrevista ao G1, o presidente do Senatepi, Erick Ricelly, informou que a categoria recorreu à decisão e que, em outro momento, os profissionais irão voltar a realizar as manifestações.

“Nós suspendeu nesse primeiro, mas vamos nos organizar em um momento posterior. O objetivo maior foi chamar a atenção para nossa causa que está muito crítica. Mas, trata-se de uma decisão judicial, apesar de nós termos recorrido, nós vamos acatar”, afirmou.

Os trabalhadores reivindicavam o cumprimento de acordos firmados na greve ainda de 2019 sobre reajustes salariais acumulados desde 2012, e o pagamento de adicional de insalubridade de 40% para todos os profissionais.

Na quinta-feira (25), profissionais fizeram uma manifestação, mobilizada pelo Sindicato dos Enfermeiros, Auxiliares e Técnicos em Enfermagem do Estado do Piauí (Senatepi), diante do Hospital Getúlio Vargas (HGV) e seguiram até o Palácio do Karnak, sede do governo estadual.

Entretanto, o Governo do Piauí informou que caso a greve fosse concretizada, irá tomar medidas judiciais e administrativas para garantir o atendimento à população.

O secretário de governo Merlong Solano disse que não há como pagar o adicional de insalubridade exigido pela categoria, tanto por conta da queda na arrecadação do Estado, quanto por questões legais. “Estamos amarrados à lei que determina os percentuais de 5%, 10% e 20%, e esta está sendo cumprida”, disse.

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