Profissionais de saúde em protesto pedem pagamento de salário em atraso em Floriano

Categorias que atuam no combate à Covid-19 iniciaram trabalho por meio de teste seletivo e dizem estar há dois meses sem receber.

Por Aparecida Santana e Maria Romero, G1 PI

Vários profissionais de saúde que atuam no setor de Covid-19 do Hospital Regional Tibério Nunes, em Floriano, a 244 km de Teresina, realizaram protesto na manhã desta terça-feira (9) em frente ao hospital. Eles pedem o pagamento de salários em atraso, dentre outras reivindicações.

O fisioterapeuta Sérgio Gustavo disse que os profissionais, selecionados por meio de teste seletivo, não recebem salários desde que começaram a trabalhar no combate à Covid-19, há cerca de dois meses.

Outra reivindicação, é o pedido de pagamento de 40% de taxa de insalubridade, devido ao risco que os profissionais correm ao exercer suas funções. O pagamento é solicitado por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, técnicos e maqueiros.

“Aqui já foram 20 profissionais infectados, além de muitos afastados ou pela doença, ou por serem de risco ou por não estarem recebendo. Então sobrecarrega quem fica”, disse.

"As pessoas já estão sem receber e ainda gastando para trabalhar, porque precisam ficar em outra cidade", disse técnica em enfermagem de Floriano, no Piauí — Foto: Aparecida Santana/ TV Clube

“As pessoas já estão sem receber e ainda gastando para trabalhar, porque precisam ficar em outra cidade”, disse técnica em enfermagem de Floriano, no Piauí — Foto: Aparecida Santana/ TV Clube

A técnica em enfermagem Marina Siqueira também falou de outro problema: a lotação dos profissionais em unidades de saúde distantes de onde moram.

“As pessoas já estão sem receber e ainda gastando para trabalhar, porque precisam ficar em outra cidade. Mesmo morando e trabalhando no mesmo local, muitos gastam para ficar longe de seus familiares, pelo risco de transmissão de Covid”, disse.

No protesto, que aconteceu no início da manhã, os profissionais fizeram um ato silencioso que aconteceu na porta de entrada do setor Covid do hospital. Com cartazes em mãos, os trabalhadores pediram que seus pedidos sejam atendidos.

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