Sargento da PM é suspeito de agredir e ameaçar de morte companheira em Teresina

O G1 entrou em contato com o comando-geral da Polícia Militar sobre o caso, mas a corporação ainda não se posicionou sobre o assunto.

Por G1 PI

Um sargento da Polícia Militar do Piauí é suspeito de agredir e ameaçar de morte a própria companheira na noite dessa quinta-feira (2), em Teresina. A vítima registrou o boletim de ocorrência na Delegacia de Defesa dos Direitos da Mulher (Deam /Norte). Até o momento, segundo a família, o policial não foi localizado.

Em entrevista ao G1, o irmão da vítima, o empresário Júnior Evangelista, informou que as agressões aconteceram na residência onde o casal mora, no bairro Jacinta Andrade, Zona Norte da capital. A vítima havia acabado de chegar em casa, quando o PM pediu para conversar com ela.

Boletim de ocorrência foi registrado na Deam Norte — Foto: Arquivo Pessoal /Júnior Evangelista

Boletim de ocorrência foi registrado na Deam Norte — Foto: Arquivo Pessoal /Júnior Evangelista

“Ele tinha bebido e disse que queria conversar com ela, mas já foi a puxando pelo braço, inclusive minha irmã está com o braço inchado. Ela correu para o banheiro, mas ele conseguiu arrombar a porta, jogou ela no chão, começou a dar murros nela. Em seguida, o agressor a pegou pelo pescoço e com a outra começou a asfixiá-la. Ele dizia que ia matá-la e jogar o seu corpo no rio para os peixes comerem”, afirmou.

Depois, segundo Júnior Evangelista, o policial trancou a companheira no seu carro. Mas, quando o PM ia entrando no veículo, a vítima conseguiu sair e fugiu para a casa da vizinha.

“Ela conseguiu entrar na casa da vizinha e ele foi atrás dela. O agressor tentou invadir a residência e jogou a bolsa da minha irmã no meio da rua. Meu irmão chegou e ele apontou a arma para a cabeça dele. Depois, o agressor fugiu”, contou Júnior.

A vítima registrou o boletim de ocorrência na delegacia. O caso foi configurado como injúria, ameaça e lesão corporal. Júnior Evangelista comunicou que ela e a família irão, na segunda-feira (6), fazer a denúncia na Corregedoria da PM.

O G1 entrou em contato com o comando-geral da Polícia Militar sobre o caso, mas a corporação ainda não se posicionou sobre o assunto.

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