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TJPI torna réu ex-servidor acusado de invadir sistema do Tribunal para alterar sentenças

João Gabriel Costa Cardoso está preso desde setembro de 2024. Segundo a polícia, ele invadiu o sistema PJe, do Tribunal de Justiça, para inserir documentos falsos nos processos.

O ex-servidor do Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI), João Gabriel Costa Cardoso, se tornou réu na justiça por ter invadido o sistema PJe do Tribunal para inserir documentos falsos e alterar sentenças. A denúncia contra ele foi feita no dia 17 de janeiro pelo Ministério Público e hoje (26) a juíza Junia Maria Feitosa Bezerra Fialho, da 4ª Vara Criminal de Teresina, a acolheu.

João Gabriel cumpriu estágio sob supervisão no e cargo em comissão no Tribunal de Justiça entre os anos de 2021 e 2023. Após deixar a equipe do TJPI, ele continuou tendo acesso ao login que utilizava para acessar o sistema PJe, interno e de uso autorizado somente para servidores da Corte. Através de seu login, João Gabriel invadiu o sistema do tribunal e alterou senhas de acesso de estagiários de analistas. Acessando o PJe, o rapaz inseriu minutas falsas em decisões judiciais e chegou a alterar sentenças em processos para se favorecer e favorecer terceiros.

Ele foi preso em setembro de 2024 em uma operação da Polícia Civil denominada de Usuário Zero. Em depoimento, João confessou os delitos e disse que atuava com conhecimento de advogados em Teresina, recebendo de R$ 2 a R$ 3 mil para cada sentença alterada com sucesso.

Ao acolher a denúncia feita contra João Gabriel, a juíza Junia Feitosa destacou que a prova constante nos autos apurou indícios suficientes de autoria e de materialidade dos crimes narrados na denúncia. “Preenchidos os requisitos legais, recebo a denúncia apresentada nestes autos em desfavor de João Gabriel Costa Cardoso pela acusação da prática de invasão de dispositivo informático na modalidade qualificada, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema de informação, corrupção passiva, violação de sigilo profissional e fraude processual”, destacou a magistrada.

A juíza determinou a citação de João Gabriel e deu prazo de dez dias para que a defesa apresente sua resposta ao recebimento da denúncia.

Fonte: Portal O Dia


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