Vídeo mostra polícia invadindo balada clandestina com 170 jovens

A Polícia Civil identificou uma festa clandestina, realizada em uma tabacaria sem ventilação, no Tatuapé (zona leste da capital paulista), por volta da 1h desta sexta-feira. No evento havia cerca de 170 pessoas, que foram indiciadas por infração à medida sanitária preventiva. Os agentes chegaram ao local por meio de uma denúncia. Festas estão proibidas no estado de São Paulo, por causa da pandemia da Covid-19.

Em menos de dois dias, ao menos 328 pessoas foram indiciadas por aglomeração em eventos clandestinos. Além das 170 pessoas flagradas na zona leste, outras 158 foram fichadas pela polícia em São Bernardo do Campo (ABC), no fim da tarde desta quarta-feira (10), em uma festa às margens da represa Billings.

O proprietário da tabacaria, o operador de marketing Luiz Fellipe Ceragioli, 23 anos, afirmou por meio de seu advogado, Antonio Abílio Pardal, que realizou o evento “por motivos de ordem financeira”, além de “lamentar o ocorrido.”

Imagens feitas com celular mostram policiais civis arrombando, com um pé de cabra, a porta de acesso do Club Lounge Tabacaria. Ao entrar no espaço, todo fechado, investigadores encontraram mais de uma centena de jovens aglomerados, a maioria sem máscara de proteção, consumindo bebidas alcoólicas.

Alguns narguilés (cachimbos de água, originários do oriente) também foram encontrados em mesas. Este tipo de utensílio é geralmente compartilhado entre os usuários, para fumar tabaco, aumentando ainda mais eventuais infecções pelo novo coronavírus.

“O rapaz [operador de marketing ] se apresentou como o responsável pelo evento para nós. Ele disse ainda alugar o espaço, desde janeiro, e que já teria promovido pelo menos três festas no ambiente”, disse o delegado Eduardo Brotero, do Garra (Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos).

O estado de São Paulo atualmente está na fase vermelha do Plano São Paulo, a mais restritiva, na qual qualquer tipo de evento é proibido. Por causa do aumento de infecções e mortes, decorrentes do novo coronavírus, o governador João Doria(PSDB) determinou que, a partir desta segunda-feira (15), todas as cidades paulistas decretarão toque de recolher, entre das 20h às 5h.

“Durante a pandemia não pode ter aglomeração, ainda mais sem ventilação. A cena que vimos neste local [tabacaria] chega ser uma periclitação [desrespeito] da vida”, destacou o delegado.

Ele disse ainda que o papel da polícia “é prender bandido”, e que “atitudes irresponsáveis”, como a aglomeração em eventos clandestinos, faz com que agentes tenham de intervir, por causa do atual momento de pandemia que vivenciamos.

A Polícia Civil indiciou 170 pessoas que participavam de uma festa clandestina, por infração de medida sanitária, por volta da 1h desta segunda-feira (12), no Tatuapé (zona leste da capital paulista). O dono do local, um operador de marketing de 23 anos, e mais sete pessoas foram encaminhadas ao DPPC (Departamento de de Polícia de Proteção à Cidadania), para prestar depoimento.

Ninguém foi mantido preso.

“É preciso ter solidariedade com as pessoas doentes e com quem já perdeu algum ente querido para o vírus. Este jovens ainda podem passar [novo coronavírus] para algum familiar, que eventualmente pode morrer. Esse remorso pode ser muito caro para essas pessoas”, alertou.

Luiz Fellipe Ceragioli e mais sete pessoas, que trabalhavam no evento irregular, foram encaminhados ao DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania), para prestar esclarecimentos. Todos foram liberados em seguida. Os frequentadores da festa também foram liberados, ainda no local do evento, após serem identificados e fichados por policiais.

Resposta

O operador de marketing Luiz Fellipe Ceragioli, 23 anos, afirmou por meio de seu advogado, Antonio Abílio Pardal, que “por motivos de ordem financeira”- como pagamento de aluguel e despesas com funcionários -optou em abrir o espaço ao público.

Ele ressaltou que todos os clientes atendidos tiveram a temperatura aferida e, dentro do local, o distanciamento entre as pessoas era respeitado. Dentro do espaço, acrescentou, havia 20% da capacidade total.

“Ele irá manter a tabacaria fechada e não voltará a funcionar enquanto perdurar as restrições. Ele prestou as devidas declarações a autoridade e está à disposição da Justiça”, diz trecho de nota enviada pelo defensor.

 

 

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