Veja como foi a Sessão Ordinária da Câmara Municipal de Patos do Piauí

A Câmara Municipal de Patos do Piauí realizou sábado (23.out) mais uma Sessão Ordinária, onde foram aprovados dois requerimentos de autoria do vereador Antonio Rufino de Sousa Neto o “Tonhão” (Progressistas).

No primeiro requerimento aprovado, Tonhão solicita que o Poder Executivo coloque um  portal com o nome do município na entrada da cidade: “Solicitei aos outros prefeitos e nenhum colocou. Espero ser atendido”, disse o vereador na tribuna após justificar que o portal melhora a identificação da cidade.

No segundo requerimento aprovado pela Casa, Tonhão pede também ao Poder Executivo que coloque placas de identificação na entrada das principais ruas e avenidas da cidade.

Após a aprovação dos requerimentos os vereadores foram à tribuna da Casa, relatando e debatendo assuntos de interesse do município.

O vereador Wilson Vieira (PSD) líder do prefeito na Casa Legislativa foi o primeiro a  falar.

“Respondendo aqui questão da sessão passada do vereador Helinho, sobre o poço da Malhada Grande. Era era para ter sido nesta semana, mas por conta do  veículo da que trabalha nos postos está com problema, estamos aguardando o veículo retornar e aí va ser feito uma avaliação no poço”, e anunciou “dia 17 de outubro  a Prefeitura de Patos  retomou o convênio com o Banco do Brasil, que estava suspenso há vários anos, proporcionando aos funcionários realizarem empréstimos e linha de crédito. Dia 19 participei juntamente com o vereador Helim da reunião do censo.”

Wilson falou sobre a pandemia no município: “Tivemos uma redução dos casos em relação à Covid-19, esperamos dar continuidade com os casos zerados. Percebo que muitos municípios tem casos, o que acontece é que não estão testando, muitos municípios não testam, não aparecem os casos. Só testam quando acontece o que aconteceu aqui, quando tem dois, três casos graves, vai para o regional. Eu vi ontem em três cidades e não só foi aqui que relaxou não. Muita gente relaxou, não usa máscara em eventos. Em Simplício mendes esta semana, os casos aumentaram repentinamente”, citou.

O vereador falou sobre um dos problemas mais debatidos na sessão: “Vou abordar e sei que os colegas também vão abordar, a questão da insegurança, não segurança. Não era para estar acontecendo certas coisas. Fazer o quê? Lamentar a morte de Gilmar Ferreira de Carvalho, Gilmarzinho. Pessoa muito conhecida por todos, bebia a sua cachaça, mas não fazia mal a ninguém e teve sua vida interrompida. Quero dar meus pêsames em nome do seu irmão Gilvan e do seu sobrinho Rafael aos demais familiares”, concluiu.

Ao usar a tribuna o vereador Francisco Evaristo de Sousa “Sarrika” (PSD), também falou sobre a insegurança no município: “Tá acontecendo repetidamente”, sem citar nome disse “essa pessoa vem aterrorizando nosso município e aí, não sei o que está acontecendo, porque a polícia não não faz nada. Essa pessoa já foi presa várias vezes e continua atirando no meio de rua, e nesta semana tirou em um colega da gente no Morro da Onça. Espero que a polícia corra atrás destes indivíduos. Isso não pode continuar acontecendo em nosso município. Ontem, uns colegas de Vera Mendes foram assassinados com vários tiros, exatamente por esta insegurança”, relatou ao finalizar.

A vereadora Zuleide Costa a “Zuleide de Chico de João Grande” (Progressistas) iniciou seu pronunciamento cobrando:

“Cobrar aqui, sobre a falta de alguns medicamentos na farmácia básica, porque continuo recebendo reclamação da população. As pessoas que pegam medicamentos mensalmente estão reclamando da falta de medicamentos. Eu sei que é impossível não faltar, mas por um longo período se torna injustificável e causa um transtorno nas pessoas. Outra coisa que eu também tenho sido muito cobrada e questionada pela população é com essa falta de carro. Pessoa liga, solicita um carro para tirar uma pessoa, ou às vezes outra coisa de emergência e não tem carro. Segundo  informações que eu recebi,  tem carro da Saúde sendo desviado para a Educação.  Acho que não justifica uma viagem da Educação, que não é uma coisa tão urgente quanto a saúde do nosso município. Se for verdade, não justifica.”

Zuleide falou também os casos da Covid em Patos: “O colega vereador Wilson falou que os casos positivos estão zerado no nosso município. Eu, sinceramente, não sei se está zerado ou se não estão mais testando. É uma questão que eu tenho dúvida. Vi também que já começou a vacinar os idosos com a dose de reforço. Alguns idosos reclamaram que quando foram tomar a segunda dose, às vezes tinham que se deslocarem para o Cajueiro ou aqui para Patos. Quero lembrar que quando for aplicar essa doses de reforço da vacina, levem para aplicar no Bom Jardim, lá tem posto de saúde”, lembrou.

E ao concluir, enfatizou: “Eu não vou parar de cobrar, não vou parar de questionar, ache ruim quem achar, coloquem quem quiser colocar. Eu achando que eu estou fazendo a coisa certa, que eu estou levando o questionamento certo, e que eu estou cobrando por uma causa que vai melhorar para todos, não vai ter quem me impeça de cobrar. Pode postar em rede social, não vou parar de cobrar porque é uma coisa minha, eu não vou está aqui, todo dia, só sentada, sem dizer nada. Se eu vejo as coisas erradas eu tenho que falar. Vou continuar dessa forma”, afirmou Zuleide.

O vereador Chico de Oseias (Progressistas) inicou falando sobre a segurança no município:

Sei que não é um problema do nosso município, sei que é uma coisa nacional, vamos dizer assim, mas no nosso município estamos há vários anos com essa insatisfação na questão segurança pública, e a cada hora eu vejo se agravando, como já foi relatado sobre a violência no Cajueiro. Esses roubos que teve recentemente à mão armada. Sem falar de muitos outros que as pessoas não tem coragem de de falar e fica no anonimato. Mas a violência maior hoje no cajueiro não é nem só a questão do roubo, e sim uma turminha que aprenderam falatório perigosíssimo. A qualquer  momento pode acontecer uma tragédia, porque vejo moleque dizendo ‘aqui quem manda é nós’. Até onde eus ei o Cajueiro não tem dono”, disse.

E ao mudar de assunto, continuou: “Com relação ao que Zuleide falou, não era para nós tá falando, mas eu vou falar aqui em nome da presidenta Taninha. Desde o começo que nós temos nós estamos com desconforto e quando a gente vem reivindicar alguma coisa, quando é dito aqui, depois a gente vê a postagem: a gestão passada não fez isso, na gestão passada sempre. Eu desde o começo que eu digo, eu não estou aqui para defender só gestor. Eu estou aqui para defender o interesse do município. Então veja bem, questão da pandemia, foi uma coisa que pegou todo mundo de surpresa, até hoje ninguém entende nada sobre essa doença, sobre esse vírus.  Há dias atrás eu vi uma postagem da vereadora falando que graças ao presidente da República foi liberada uma verba. Sim, na gestão passada. Se a vereadora tem alguma coisa que tem como confirmar que teve fraude, temos lugares adequados para reclamar. Não somos obrigados a tá ouvindo isso”, disse.

Chico exemplificou: “Nós temos uma rua que liga colégio do estado, à saída do Morro da Onça. Toda vida é um problema. Todo mundo tem conhecimento, é um buraco. Foi cobrado ao Agenilson, gestor passado, ele fez um tapa-buraco e agora está do mesmo jeito. Aonde quero chegar? Na época foi feito na gestão de Aluísio. Nós temos que recorrer a Aluísio para ir fazer? Temos que recorrer ao gestor do momento. Eu não estou aqui querendo justificar erro de ninguém. Agora nós não somos obrigados a nos calar, deixar de cobrar  as coisas do futuro porque deixou de ser feito no passado. E nós temos que recorrer a quem? Temos que recorrer ao gestor do momento e não a gestão passada. Porque é um negócio chato toda hora você ter que ouvir isso.”

O vereador Helim (Progressistas) disse que é direito do vereador se manifestar, emitir sua opinião, seja qual for o assunto e continuou:

“Sobre o nosso povoado Cajueiro. Tem acontecido coisas idênticas de uma mesma pessoa, matar a pessoa  e ainda atirar duas vezes em outra. Eu não sei o que que acontece com a Justiça, com a polícias, se só agem mesmo quando são provocadas. Todo mundo sabe o que está acontecendo, só a polícia que não sabe?”, questionou.”

Helinho lamentou “Quero aqui falar sobre o colega Gilmarzinho, como era conhecido, um sujeito amigo, tinha mais ou menos a minha idade. Que Deus conforte a sua família por essa perda. Me parece que foi um infarto”, e ao mudar de assunto comentou “A covid-19 é um problema. Aqui em Patos, ficou uns dois meses mais ou menos, muito bem. De repente os casos aumentaram passou dos sessenta, graças a Deus, hoje está controlado. E sobre a questão do dos recursos federais que se fala para a Covid-19, a gente sabe que num município desse aqui, possa ser que não venha uma emenda especificamente do governo federal, mas nós sabemos que tem muitas emendas de custeio que vem de deputado, que vem de senador, que vem para a saúde. Uma coisa é você ser oposição e com direito que tem de cobrar, como eu disse, que tem que cobrar com responsabilidade, e outra coisa é você chegar na gestão e muitas pessoas pensam que era uma coisa e é outra. Geralmente não é do jeito que a gente pensa, não cai do céu. Você faz uma proposta aqui, promete alguma coisa, não é porque meu deputado falou que vai fazer isso, vai fazer aquilo e passa um ano, passa dois anos, tô fazendo uma uma breve comparação. A gente sabe que não é assim, as coisas não caem da noite pro dia, hoje em dia tudo é licitado, você faz a toque de caixa. Então a gente tem que ter esse entendimento, cobrar aqui realmente o que é pertinente, o que nós podemos cobrar, ouvir da liderança que é de que é o Wilson, que é o líder da situação, que leva essas proposta ao gestor”, concluiu.

A última a falar foi vereadora Luzitânia Dias a “Taninha” (PSD) que também preside a Câmara Municipal:

“Em primeiro lugar quero agradecer a Deus por estarmos reunidos em mais uma sessão e agradecer também a Deus pelos casos h terem sido zerados. Agradecer mais ainda por meu pai, minha mãe e a mim que fui cuidar deles e contraí também a Covid, mas graças a Deus estamos bem, ficamos curados. Deixar meus sentimentos à família de Gilmar Ferreira de Carvalho, Gilmarzinho de ‘seu Lulu’  a quem a gente tinha como família. Seu Lulu foi vereador dessa casa e era muito amigo da nossa família. Em nome da minha amiga Genilsa e de Gilvan, gostaria de deixar a minha solidariedade a todos os familiares. Eu gostaria também de parabenizar o prefeito em relação ao calçamento, ao conserto que está sendo feito principalmente daqueles esgotos que ficavam com a água empoçada, causando muita sujeira, mal cheiro e aos poucos está fazendo em todas as as ruas e gostaria de pedi-lo que não pare, que continue, que deixe todas arrumadas”, voltando-se para o l´der do prefeito na Casa, falou “entrando no mérito aí Wilson que você explicou a respeito da terceira dose do reforço, tem essa questão aí, mas a questão maior não é bem essa daí, a questão maior é que a terceira dose ela é recomendada pelo Ministério da Saúde, se é a vacina Pfizer, ela não pode ser feita em residência, ela só pode ser feita na unidade de saúde aonde tem um médico, onde tem oxigênio, porque pode haver uma reação, ter um choque anafilático e ocorrer um óbito. Até na minha área já foi feita de dos idosos de noventa anos acima,  eu expliquei e levaram até a unidade”, relatou.

Taninha disse não ter entendido o discurso do colega vereador: “Eu não entendi muito bem o discurso do meu amigo Chico. Eu não entendi direito, porque na sessão passada eu estava com Covid. 5h da manhã liguei para Cornélio, passei mensagem para Iranildo, relatando que eu não tinha passado a noite bem, e achava que estava positivada, então eu não participei da sessão. Vereador pode cobrar o que quiser, pode falar o que quiser, até porque a tribuna é livre, livre para todos. E eu não estou entrando em mérito de de vereador algum. Agora, querer proibir o que  eu posto em minhas redes sociais, aí também me poupem, porque na minha rede social mando eu, é minha. Eu coloco o que eu quero, não tô falando o nome de ninguém, quando eu comparo e falo a questão do que entrou aqui da Covid do ano passado, eu já fui atrás sim! Já  acionei órgãos para tentar fiscalizar o que aconteceu com quase um milhão. Já fiz isso e continuo falando que se o prefeito atual tivesse recebido pelo menos metade desses recursos, não faltaria teste swab para ninguém. Isso é impossível eu não comentar. Eu nem iria falar nisso aqui hoje. Só que eu vi que até minhas postagens estão está incomodando e eu não falei em nome de vereador nenhum. O que que eu falo é explicando a situação, a rede social é minha, eu posso postar o que eu quiser, desde que eu não ofenda ou que não me levem a justiça para dizer você vai provar isso e aquilo. Então não ofendi ninguém, e eu não estou entrando em mérito de discurso de de vereador nenhum, e eu posso sim, se eu quiser com todos faziam aqui, os que passaram por aqui por a presidência, só que eu não estou nem querendo me estressar, até porque quem teve Covid, não fica muito tão bem de saúde não. Apesar dela não ter sido tão forte, me isolei os dias que foi possível, nem na calçada eu saía. Gostaria de dizer isso, eu não estou empatando vereador cobrar o que queira, não não estou entrando em mérito, agora deixar de postar o que eu quero no meus status, ou no meu Instagram, isso é um problema meu, meu mesmo vereador”, e ao ser interrompida pelo vereador Chico de Oseias, Taninha alegou quebra de decoro parlamentar e disse”, “calma,  eu encerro a sessão! Declaro encerrada a sessão”, finalizou.

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Por Portal Saiba Mais

 

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