Cadeiras originais do Pacaembu são vendidas por loja por até R$ 1.800

As cadeiras originais do antigo estádio municipal da capital paulista Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu, estão sendo vendidas na internet como móveis de decoração por até R$ 1.800.

As vendas são uma iniciativa da loja Tok&Stok com a concessionária Allegra Pacaembu, que, em janeiro de 2020, assumiu a gestão do Complexo Esportivo do Pacaembu por 35 anos.

De acordo com os responsáveis pela ação, todo lucro obtido com os produtos serão doados para a Fundação Gol de Letra, dos ex-jogadores de futebol Raí e Leonardo, que trabalha com a “educação de crianças e jovens de comunidades socialmente vulneráveis”.

Na descrição da venda dos assentos, a loja e a concessionária afirmam que, “atualmente, o estádio passa por uma transformação que honra o seu passado e o prepara para o futuro”.

“Para eternizar tantos momentos, a Tok&Stok e o Pacaembu se unem em uma parceria inédita, e apresenta as antigas cadeiras das arquibancadas em duas versões – cadeira e banco – para a sua casa”, acrescentaram.

No hotsite no qual os móveis são vendidos, as cadeiras custam R$ 1.499 e os bancos altos custam R$ 1.799.


Cadeiras originais do Pacaembu são vendidas como móveis por até R$ 1.800 / Reprodução / Tok&Stok

“Cada peça presenciou tudo o que aconteceu no Paca e carrega em si as memórias e as marcas do tempo. O sol, a chuva, o suor e as lágrimas deixaram manchas e arranhões que as fazem únicas por serem verdadeiras, e que são propriedades e características inerentes ao design do produto”, concluem os vendedores.

Críticas nas redes sociais
A ação com os assentos originais do tradicional estádio paulistano repercutiu, nesta quarta-feira (27), e foi alvo de críticas nas redes sociais – sobretudo o Twitter.

Em uma publicação, um usuário escreveu: “Eu acho absurdo, mesmo que seja por uma boa ação. O estádio era da cidade, e agora tudo que restou dele vai para a casa de poucos que podem pagar R$ 1.500 numa cadeira.”

“Muito cruel como tudo é arquitetado de forma que o manejo privado de um bem cultural coletivo não “pode” ser questionado porque tem caridade no meio. Sendo que a gente sabe que o poder público deveria zelar por essas vidas, não empresa fazendo marketing com bem coletivo”, acrescentou outro tweet.

“Um pedaço de um estádio popular por R$ 1.500 na sua casa. São Paulo realmente é o túmulo do futebol”, escreveu outro usuário.

Em menor volume de postagens, alguns defenderam a iniciativa. “E a manutenção de 2 milhões mensais quem pagava? O prejuízo anual de mais de 30 milhões quem bancava?”, afirmou uma publicação.

“Às vezes a galera exagera, não? Acho a ideia de vender as cadeiras menos mal, ainda mais que o dinheiro irá pra uma fundação”, acrescentou outra.

A CNN entrou em contato com a Tok&Stok e a Allegra Pacaembu para comentar as críticas, e aguarda retorno. O texto será atualizado assim que houver resposta.

Fonte: CNN

 

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