Criminoso mais procurado do Reino Unido é preso em Fortaleza, no Ceará

Ele é acusado de fazer parte de uma organização criminosa que praticava crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e porte ilegal de armas e explosivos.

FONTE Época

A Polícia Federal prendeu, nesta sexta-feira (19), um homem britânico conhecido por ser extremamente violento e acusado de fazer parte de uma organização criminosa que praticava crimes de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e porte ilegal de armas e explosivos. James White, de 42 anos, estava escondido em um apartamento de luxo no bairro Meireles, em Fortaleza, e é acusado, entre outros crimes, de homicídio e sequestro.

O alvo principal da operação é um dos criminosos mais procurados pela polícia do Reino Unido. Ele e outros quatro escoceses já tinham mandados de prisão expedidos na Europa desde fevereiro de 2019. Segundo a polícia escocesa, os homens foram alvo da Operação Escalada e a divulgação do caso foi feita como um pedido de ajuda da polícia ao público para conseguirem mais informações sobre os suspeitos.

James Gillespie, de 46 anos, seu irmão Barry, de 42, Jordan Owen, de 25, James White, de 42, e Christopher Hughes, de 31, são conhecidos por transitarem por todo mundo e, no período que a operação foi deflagrada, tinham paradeiro desconhecido. Até fevereiro de 2018, nove pessoas haviam sido presas na operação, segundo a polícia local. Em outubro do último ano, uma recompensa de 6.5 mil euros foi oferecida para quem fornecesse novas informações sobre o grupo.

“A operação Escalada é uma investigação em andamento sobre uma das maiores organizações criminosas do país. Estamos apelando ao público para apresentar qualquer informação que possa ter sobre o paradeiro desses indivíduos nomeados que são procurados em conexão com uma série de ofensas graves”, declarou na época o detetive superintendente Stephen Grant.

De acordo com a imprensa britânica, detetives acreditam que James e Barry Gillespie foram os fundadores desse império multimilionário de drogas e armas na Escócia. Quando as identidades foram reveladas, foi divulgado que a rede de ação do grupo se estendia pela América do Sul.

Uma fonte anônima afirmou na época: “Seria difícil encontrar um grama de cocaína na Escócia, do qual os Gillespies não tenham ganho dinheiro. Seu domínio na cadeia de suprimentos não pode ser subestimado. Eles não estão nem perto do mesmo nível em termos de seriedade, mas têm uma influência semelhante às redes de narcotraficantes sul-americanas”.

No Brasil, a ação teve a participação da Representação Regional da Interpol no Ceará. Os mandados de prisão preventiva para extradição e de busca e apreensão foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

 

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