Pais deixaram bebê de 1 ano sem se alimentar por 10 dias, revela conselheira tutelar

Segundo a conselheira Socorro Arraes, a mãe havia confirmado que a família estava fazendo esse jejum por conta de um ritual

A Conselheira Tutelar Socorro Arraes, que acompanhou o início do caso do bebê Wesley Carvalho Ferreira, revelou que a família da criança de 1 ano tinha passado pelo menos dez dias sem comer.

Ela fez essa revelação em entrevista ao programa Bom dia Meio Norte, da TV MN, na manhã desta quarta-feira (23/02). Segundo ela, quando ainda falavam que o bebê havia sido sequestrado, no começo deste mês de fevereiro, ela tinha a informação de que Wesley teria ficado todo esse tempo de jejum.

Por conta disso, a conselheira acredita que a criança pode ter falecido após este fato. Segundo Socorro Arraes, a mãe havia confirmado que a família estava fazendo esse jejum por conta de um ritual. Por conta disso a criança teria desfalecido por conta da fome decorrente deste jejum de cerca de 10 dias.

Diante disso, informou a conselheira, a mãe, que se chama Angela Valeria Ferreira Ferro e tem 21 anos, teria entregado o bebê para que o pai pudesse levar no hospital. A partir de então a família não teve mais notícias da criança. A investigação policial apura se, após este jejum e a confirmação de que a criança estaria já sem vida, eles teriam cremado o corpo.

“A mãe disse que ele estava com fome por conta do jejum. E desfaleceu. Então ela entregou a criança para que o pai levasse ao hospital. E depois disso não se teve mais notícia da criança”, afirmou a conselheira, que disse que percebeu, quando esteve com a família, que a mãe, Angela, não aparentava estar em um bom estado mental: “Eu não estou inocentando ela da culpa. Mas sim relatando o que ela nos contou. Eu acho que ela deve ser encaminhada para um psiquiatra”, comentou. 

MORTA EM RITUAL MACABRO

O Gerente de Polícia Especializada (GPE), Delegado Mateus Zanata, disse que a Polícia Civil do Piauí trabalha mesmo com a possibilidade de que o bebê Wesley Carvalho Ferreira, de 1 ano e 10 meses, teria morreu tendo o corpo queimado pelos próprios pais a avós em um ritual macabro. Inicialmente a criança havia sido colocada como desaparecida vítima de um sequestro, que teria acontecido em dezembro do ano passado, na Praça da Bandeira, Centro de Teresina. Estranhamente a família só registrou um boletim de ocorrência 42 dias depois, já no mês de fevereiro, no último dia 16. A Polícia Civil então deu início às investigações e descobriu, nesta semana, após depoimentos contraditórios, que os próprios familiares deram fim à vida da criança. Pais e avós maternos estão presos desde a noite da segunda-feira passada, dia 21.

Por Oito Meia

 

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