Paraquedista do Exército é assassinada depois de carro enguiçar no Rio

A sargento do Exército Bruna Carla Borralho Cavalcante de Araújo, 27, foi morta a tiros na noite deste domingo (30) durante um assalto na Avenida Presidente Kennedy, em Duque de Caxias, na baixada fluminense. A vítima estava de carro com a família quando o veículo enguiçou.

O marido de Bruna, Angelo Henrique de Araújo, contou a policiais militares do batalhão de Duque de Caxias que desceu do veículo, uma Cruze prata, para fazer o conserto. A ação teria ocorrido por volta das 18h. Angelo ouviu a mulher gritando que estava acontecendo um assalto. Em seguida, ele ouviu dois disparos.

    Reprodução

Uma das irmãs de Bruna e dois sobrinhos foram retirados do carro. Os criminosos fugiram levando o veículo. A sargento foi levada para uma Unidade de Pronto Atendimento, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Policiais militares do batalhão da área estiveram no local.

De acordo com informações da Polícia Civil, as investigações estão em andamento para apurar as circunstâncias do caso. “Agentes realizam diligências em busca de imagens de câmeras de segurança e testemunhas”, diz nota da Polícia Civil. Até a publicação desta reportagem, os criminosos não foram identificados.

A sargento atuava na 21ª Bateria de Artilharia Paraquedista e havia entrado para o Exército há pouco mais de dois anos, segundo o CML (Comando Militar do Leste). “O CML está prestando todo suporte à família, além das medidas administrativas cabíveis para elucidação dos fatos”, diz a nota da instituição.

Em junho, o presidente Jair Bolsonaro esteve no velório de um paraquedista no Rio, que morreu em acidente durante último exercício exigido para que se formasse.

Uma das irmãs de Bruna, Bárbara Borralho, postou uma despedida emocionada em uma rede social: “Tanta gente ruim nesse mundo, e infelizmente a minha baixinha foi levada injustamente. Deus, como tá [sic] doendo. Nunca mais [vamos] ter as risadas gostosas dela nem ver o seu charme de desfilar toda linda por onde passava. Parece um pesadelo sem fim. Volta, mana”.

Procurados, familiares da vítima não quiseram dar entrevistas.

Neste ano, a plataforma Fogo Cruzado registrou 95 agentes de segurança baleados na região metropolitana do Rio. Ao menos 41 deles morreram.

 

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