COE faz apelo e alerta sobre desabastecimento e falta de profissionais no Piauí

O Centro de Operações Emergenciais (COE) se manifestou sobre o avanço da pandemia da Covid-19 no Piauí e fez alertas preocupantes. Em nota, divulgada neste domingo (07), autoridades em saúde destacam que o momento é um dos mais críticos da pandemia e chamam a atenção para a baixa taxa de isolamento social (a menor no último dia 05),  o novo perfil dos infectados (faixa etária de 20 a 49 anos), o desabastecimento de equipamentos e insumos, número insuficiente de profissionais especializados em Terapia Intensiva, caso a doença continue avançando rapidamente no estado.

VEJA A NOTA NA ÍNTEGRA

Os membros do COE alertam que “não há possibilidade de reduzir internações sem restringir a circulação das pessoas”. De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), o Piauí registrou já acumula 133 óbitos em março.

“A mortalidade dos pacientes intubados em ventilação mecânica em UTI pode chegar a 80% dos casos, evidenciando um alto risco da ocorrência de óbito, situação que somente a expansão dos leitos não resolveria. A Covid-19 não é mais uma doença que atinge de sobremaneira os idosos e pessoas com comorbidades, estudos apontam para a mudança do perfil do paciente que adoece e morre, atingindo na atualidade jovens na faixa de 20 a 49 anos”, diz trecho da nota.

O COE também comparou o número de pacientes que necessitaram de uma vaga pela Central de Regulação Estadual em 2020 com os três primeiros meses de 2021.

“No ano de 2020 foram regulados 3.341 casos de COVID-19 no estado pela Central de Regulação Estadual, atualmente já se somam mais de 827 pacientes até a presente data,o que demonstra um avanço significativo de novos casos, com elevação considerável do número de pacientes em espera, ou seja, aguardando leitos“, disse a nota.

O documento do COE é assinado por 14 membros, entre médicos e gestores em saúde, que terminam a nota com um apelo.

“Fazemos o apelo para o uso contínuo de máscara, distanciamento social, lavagem das mãos e uso de álcool a 70%. Faça consumo consciente, frequente estabelecimentos que sigam as normas sanitárias. Não vá a festas clandestinas. Reduza a circulação por vias públicas. Não faça aglomeração em sítios, chácaras, parques, praças, praias, condomínios e qualquer outro lugar público ou privado. No trabalho, em casa e qualquer lugar adote as medidas preventivas, pois a responsabilidade por tais medidas é compartilhada com toda a sociedade, seu comportamento individual pode salvar vidas”, encerrou a nota.

Graciane Sousa/Cidade Verde

 

 

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