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Estudante da UFPI morreu após ser estuprada e ter o pescoço quebrado, diz delegado

Ao g1, o delegado informou que, conforme médicos legistas, Janaína chegou já morta ao Hospital da Primavera.

Um laudo preliminar do Instituto de Medicina Legal de Teresina (IML) confirmou violência sexual contra a jovem Janaína da Silva Bezerra, de 22 anos, que morreu após calourada na Universidade Federal do Piauí. Segundo o coordenador do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Francisco Costa, o Barêtta, a vítima também teve o pescoço quebrado.

Ao g1, o delegado informou que, conforme médicos legistas, Janaína chegou morta ao Hospital da Primavera, localizado na Zona Norte de Teresina. Ela apresentava lesões no rosto e em diversas regiões do corpo.

De acordo com Barêtta, a jovem foi violentada em uma sala do Programa de Pós-Graduação em Matemática, no Centro de Ciências da Natureza (CCN) da UFPI. No local, foram encontrados uma mesa e um colchão com vestígios de sangue. Os materiais foram apreendidos.

Um jovem, também estudante da UFPI, foi detido suspeito do crime. Conforme o delegado, o rapaz relatou que Janaína passou mal durante uma relação sexual consensual.

  • “O que sabemos é que um vigilante da instituição avistou o rapaz saindo da sala, com a moça nos braços. O vigilante viu as roupas do rapaz sujas de sangue, disse ‘ei, o que tá acontecendo aí?’ e o rapaz disse ‘minha amiga passou mal, tô levando pro hospital’. O vigilante então deteve ele, chamou reforço e, de carro, foi com os dois até o hospital”, contou.

“Esse rapaz relatou que teve relações sexuais consensuais com a vítima duas vezes. Disse que na terceira vez, ela desmaiou. Ele pensou que fosse normal e dormiu depois. Disse que quando acordou, tentou prestar o socorro. Mas estamos investigando o contato dele com uma pessoa. Pode ser que ao sair da sala, ele não estivesse indo ao hospital. Acho que ele sabia que ela estava morta e pode ter entrado em contato com alguém pra pedir ajuda pra descartar o corpo“, completou o delegado.

“Os ferimentos indicam um homicídio qualificado, um crime hediondo, em que o feminicídio pode ser apenas uma das qualificadoras”, concluiu Barêtta.

Festa não autorizada

 

Polícia investiga morte de estudante após calourada na UFPI — Foto: TV Clube

Polícia investiga morte de estudante após calourada na UFPI — Foto: TV Clube

A Universidade Federal do Piauí (UFPI) informou que a administração não havia autorizado a festa realizada na sexta-feira (27). Em nota, a instituição afirmou ainda que está colaborando com as investigações e que vai buscar imagens de câmeras de segurança para ajudar. A instituição declarou que desaprova condutas que coloquem em risco estudantes, professores ou funcionários.

Segundo o Diretório Central dos Estudantes, contudo, as atividades culturais promovidas dentro da instituição nunca precisaram ser diretamente comunicadas, já que são realizadas em espaço destinado às ações estudantis.

O DCE destacou, ainda, que uma luta antiga do Diretório é mais segurança para os estudantes, que têm constantemente relatado assaltos e outros crimes dentro do campus em Teresina. Conforme a entidade, a guarda da UFPI é majoritariamente patrimonial, e não contempla a necessidade de segurança da comunidade acadêmica.

Veja a íntegra da nota da UFPI

Com imenso pesar, a Universidade Federal do Piauí (UFPI) comunica e lamenta profundamente que, na manhã de hoje (28), a Coordenadoria de Segurança e Vigilância da Instituição encontrou, no espaço da sede do Diretório Central dos Estudantes (DCE), no Campus de Teresina, uma jovem desacordada, que foi urgentemente levada, por equipe de seguranças da Universidade, para o Hospital da Primavera.

Até o momento da elaboração desta nota, não há identificação formal da vítima e divulgação de laudo pericial pelo órgão responsável. Todas as providências para colaborar com as investigações das autoridades policiais, como isolamento da referida área no campus e boletim de ocorrência, foram adotadas imediatamente pela UFPI. Além disso, a Universidade está efetuando o levantamento de todas as imagens captadas por câmeras de segurança.

O fato aconteceu em festa promovida pelo DCE, nas instalações do próprio Diretório, sediado no prédio do Centro de Ciências da Natureza (CCN), sem autorização de qualquer autoridade da Universidade.

A UFPI desaprova quaisquer eventos que adotem condutas que coloquem em risco a comunidade acadêmica, e preza pela segurança e bem estar de estudantes, professores e servidores técnico-administrativos, com a adoção de diversas estratégias constantemente divulgadas à comunidade.

As primeiras informações apontam para a ligação do fato a um suspeito já detido pelas autoridades policiais, após condução do mesmo por seguranças da UFPI. A Administração Superior continuará acompanhando as informações oficiais sobre o fato e se une à sociedade no desejo por justiça.

Na manhã deste sábado (28), o Reitor da UFPI determinou a imediata instauração de processo administrativo para apuração dos fatos, bem como a responsabilização dos envolvidos e disponibilizará todo o apoio que possa auxiliar no trabalho das autoridades policiais.

Este é um momento de grande dor e tristeza, que deixa consternada toda a comunidade ufpiana. A UFPI se solidariza com familiares e amigos da vítima, e se coloca à disposição para apoio e providências. Manifesta as mais sinceras condolências diante do triste acontecimento.

Jovem morreu após festa

 

Universidade Federal do Piauí - UFPI — Foto: Fernando Brito/g1

Universidade Federal do Piauí – UFPI — Foto: Fernando Brito/g1

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da universidade divulgou nota informando que cede espaço para realização das calouradas, mas que os eventos são de responsabilidade dos respectivos centros acadêmicos (CAs) e/ou coletivos que compõe a instituição. Leia o comunicado ao afim da reportagem.

Nota do DCE UFPI

O Diretório Central dos Estudantes da UFPI (DCE UFPI) vem por meio desta nota tornar público a confirmação de falecimento de uma estudante nas dependências da Universidade Federal do Piauí (UFPI) hoje (27).

A Direção da atual Comissão Gestora tomou conhecimento por informações nas redes sociais nesta manhã e logo em seguida entrou em contato com a Universidade para confirmação do ocorrido.

No entanto, ainda não há informações sobre identidade da vítima, sobre as circunstâncias do ocorrido ou quaisquer informações que elucidem a causa da morte.

As informações iniciais que temos é que hoje, pela manhã, a vítima, estudante de Jornalismo da UFPI, foi encontrada desacordada por um profissional da instituição e, logo em seguida, encaminhada para o hospital. A ocorrência foi feita dentro do Centro onde fica o DCE.

As calouradas que ocorrem no espaço em frente ao DCE é cedida pelo Diretório para que os estudantes, centros acadêmicos (CAs) e coletivos que compõe a Universidade possam ter uma forma de integração entre cultura e arte ao ensino, como também autofinanciamento coletivo dos Estudantes para subsidiar projetos estudantis.

O debate de segurança na UFPI, embora lamentavelmente tenha chegado a esse ponto, não é novidade para o DCE. No último ano (2022), nós, junto com os CAs, buscamos fomento de iniciativas que garantissem minimamente segurança dentro do Campus Ministro Petrônio Portela.

No final do ano, em debate de semanas, conseguimos uma Comissão para dar início neste ano o atendimento a estudantes que sofrem com assédio na Universidade. Temos nítido, no entanto, que esse não é o máximo que a Administração Superior possa fazer para sanar a situação que ocorre hoje, sabemos que o debate de segurança na Universidade passa por um debate patrimônio e não de vida dos estudantes, e também que esse debate não acontece só na Universidade, mas no mundo que é cercado por uma super estrutura de violência.

O DCE se coloca a disposição para ajudar no que for preciso a família da vítima e também presta solidariedade aos amigos e a todo o corpo estudantil.

Nesse momento tão triste, de luto coletivo, nós estamos comprometidos em fazer todos os debates necessários para que nossa Universidade seja segura para todo o corpo estudantil.

Fonte: Ilanna Serena, g1 PI

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